quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CACHORO-DE-MIM (sonho-em-agosto)

Hoje descobri aparvalhado, em meio à noite (no sonho haviam me contado e quando fui ver ver era mesmo): Eu vivia num quadrado! - Um cachorro!

Isso mesmo! Um cachorro, entendem?!

Eu!!! Um cachorro!

Eu!!!

Au!!!

Vejo as patas, o rabinho abanando! Sinto escorrer-me a baba, sou baixíssimo suplicante! Corro ao redor de mim mesmo, otário!

“Deus! Que sonho idiota!”, sonhei ao mesmo tempo.

De novo dentro do próprio sonho, expliquei, compondo: "é que em agosto os homens índios vêm roer nossas unhas..."

Tudo esclarecido.

Em agosto minhas mãos cheiram a cachorros. Meu nariz vai até a esquina, um focinho. Minhas roupas cheiram mal, cobertores mendigos. Nem dou mais por isso. Mas preciso de um café.

Ergo a patinha:

- Um café, por favor!, grito pro tio do boteco.

Babo mais um pouco.

Ele vem, se apoia no balcão e me diz:

- Quisera ter uma astronave e ser o capitão. Entende?: O capitão da astronave! Mas vou apenas até a janela, coloco os olhos afora, devagarinho, e canto.

Então repetimos em uníssono: “- Au de mim! Au de mim...!”

4 comentários:

Andre, Gustavo e Fernando disse...

u au! Bacana! gosto de histórias assim. Andre.

Jonathan Braga disse...

opa... que legal reencontrá-lo por esse mundo virtual Marcelo... fui seu aluno em tempos idos... e está bem legal o blog... abraço

Artequilibrista disse...

Adorei, sempre bom ler vc! Bjo

Gabriella Ane disse...

Muito bom!